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Avaliação pré-anestésica por telemedicina

Em 2021, a AMD registrou a realização da avaliação pré-anestésica por telemedicina, uma alternativa que ganhou relevância naquele período por permitir que parte do contato entre paciente e anestesiologista acontecesse de forma remota.

A proposta era manter uma etapa importante do planejamento anestésico mesmo quando o atendimento presencial precisava ser reorganizado.

A página original atualmente não expõe o conteúdo integral de forma rastreável, então não vou inventar detalhes específicos da implementação que não estejam disponíveis na fonte. O que podemos preservar com segurança é o contexto histórico: a AMD adotou a telemedicina como recurso para a avaliação pré-anestésica naquele momento.

O que é uma avaliação pré-anestésica?

A avaliação pré-anestésica é uma consulta realizada antes de uma cirurgia ou procedimento que necessita de anestesia.

Ela permite ao anestesiologista conhecer melhor o paciente e reunir informações importantes para o planejamento anestésico.

Entre os pontos que podem ser avaliados estão:

  • histórico de saúde;
  • doenças preexistentes;
  • medicamentos em uso;
  • alergias;
  • cirurgias anteriores;
  • experiências anteriores com anestesia;
  • hábitos como tabagismo e consumo de álcool;
  • exames disponíveis;
  • características do procedimento cirúrgico;
  • dúvidas e preocupações do paciente.

Essa etapa ajuda a transformar a anestesia em um processo planejado, e não em uma decisão tomada apenas quando o paciente chega à sala cirúrgica.

Como funciona uma avaliação pré-anestésica por telemedicina?

Na telemedicina, a conversa entre médico e paciente acontece por meio de uma plataforma de comunicação à distância.

Durante o atendimento, o anestesiologista pode obter informações sobre o histórico clínico, esclarecer dúvidas e orientar o paciente sobre diferentes aspectos relacionados à anestesia e à preparação para o procedimento.

Quando necessário, exames e documentos clínicos também podem fazer parte dessa avaliação.

A modalidade remota, no entanto, não elimina a necessidade de avaliação presencial quando ela é considerada necessária pelo médico.

O que o anestesiologista precisa saber antes da cirurgia?

Quanto mais completas forem as informações disponíveis, melhor pode ser o planejamento.

O paciente deve informar ao anestesiologista sobre:

  • doenças cardíacas;
  • doenças respiratórias;
  • hipertensão;
  • diabetes;
  • alterações renais ou hepáticas;
  • apneia do sono;
  • medicamentos de uso contínuo;
  • anticoagulantes;
  • alergias;
  • tabagismo;
  • uso de álcool ou outras substâncias;
  • reações anteriores à anestesia;
  • histórico familiar de complicações anestésicas.

Mesmo informações que parecem pouco importantes podem ser relevantes.

Por que essa consulta acontece antes da cirurgia?

Porque a anestesia começa no planejamento.

O anestesiologista precisa avaliar antecipadamente fatores que podem influenciar:

  • escolha da técnica anestésica;
  • necessidade de monitorização específica;
  • manejo de medicamentos;
  • cuidados com vias aéreas;
  • controle da dor;
  • recuperação pós-anestésica.

Essa avaliação permite organizar a assistência de acordo com as características individuais de cada paciente.

A telemedicina substitui completamente o exame físico?

Não necessariamente.

Existem aspectos clínicos que podem exigir avaliação presencial.

Por isso, a telemedicina funciona como uma ferramenta assistencial que pode ser adequada em determinados contextos, mas sua utilização depende das necessidades de cada paciente e do julgamento médico.

Se durante a consulta remota surgir alguma informação que exija avaliação adicional, o anestesiologista pode indicar atendimento presencial.

É possível avaliar risco anestésico por telemedicina?

Parte das informações necessárias para avaliação de risco pode ser obtida por meio de uma consulta remota, como histórico clínico, medicamentos e resultados de exames.

Entretanto, a definição do planejamento anestésico não depende apenas de um questionário.

Ela envolve interpretação médica do conjunto de informações disponíveis e, quando indicado, avaliação física complementar.

Por isso, cada caso precisa ser analisado individualmente.

Telemedicina e acesso à informação

Uma das vantagens da telemedicina é permitir que determinadas orientações sejam realizadas antes do dia do procedimento.

Isso pode ajudar o paciente a compreender:

  • o que esperar da anestesia;
  • quais informações precisa fornecer;
  • como se preparar;
  • quais dúvidas devem ser esclarecidas;
  • quais documentos ou exames podem ser necessários.

Esse contato antecipado pode reduzir incertezas e melhorar a organização do período pré-operatório.

A consulta pré-anestésica também ajuda a reduzir o medo?

Sim.

Muitos pacientes chegam à cirurgia com receio da anestesia.

As principais preocupações costumam envolver segurança, medo de não acordar, medo de despertar durante o procedimento ou experiências negativas anteriores.

A possibilidade de conversar previamente com o anestesiologista ajuda a esclarecer essas dúvidas.

Informação não elimina todos os receios, mas pode transformar uma situação desconhecida em um processo mais compreensível.

Quais orientações podem ser fornecidas nessa consulta?

Dependendo do caso, o anestesiologista pode orientar sobre:

  • jejum;
  • medicamentos que devem ou não ser utilizados;
  • horário do procedimento;
  • técnica anestésica considerada;
  • recuperação;
  • cuidados após a cirurgia;
  • necessidade de avaliação adicional.

As orientações precisam ser individualizadas.

O paciente não deve modificar medicamentos ou jejum com base apenas em informações genéricas encontradas na internet.

E se o paciente tiver exames antigos?

Exames prévios podem ser úteis em determinados casos, mas sua relevância depende do tipo de procedimento, da condição clínica e do tempo desde a realização.

O anestesiologista avalia quais informações realmente contribuem para o planejamento.

Nem todo paciente precisa realizar uma grande quantidade de exames antes de uma anestesia.

A avaliação pré-anestésica é importante mesmo em cirurgias consideradas simples?

Sim.

Procedimentos de menor porte também envolvem anestesia, sedação ou outras formas de controle da dor.

O grau de complexidade da avaliação pode variar, mas conhecer o paciente e suas condições clínicas continua sendo importante.

O planejamento precisa ser proporcional ao procedimento e ao risco individual.

A tecnologia pode aproximar paciente e anestesiologista?

A experiência com telemedicina mostrou que algumas etapas da assistência podem acontecer de maneira diferente sem perder o princípio central: comunicação e planejamento.

Nesse contexto, a tecnologia pode facilitar o contato prévio entre paciente e equipe.

Mas ela não substitui o julgamento clínico nem a necessidade de atendimento presencial quando indicado.

A avaliação pré-anestésica faz parte da medicina perioperatória

O cuidado perioperatório começa antes da cirurgia.

A avaliação do paciente, o planejamento anestésico e a identificação de fatores de risco fazem parte dessa primeira etapa.

Depois vêm a condução da anestesia, a monitorização durante o procedimento e a recuperação pós-anestésica.

Por isso, a consulta pré-anestésica — presencial ou, quando adequado, realizada por telemedicina — faz parte de uma visão mais ampla da jornada cirúrgica.

Um registro de transformação na assistência

A utilização da telemedicina para avaliação pré-anestésica marcou um momento importante na forma como diferentes serviços de saúde passaram a organizar o atendimento.

Para a AMD, esse registro mostra como tecnologia e anestesiologia puderam se encontrar em uma etapa fundamental do cuidado: a preparação do paciente antes da cirurgia.

Independentemente do formato utilizado, o princípio permanece o mesmo.

A anestesia começa antes do centro cirúrgico, com informação, avaliação e planejamento.

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