A conquista da acreditação internacional Qmentum Diamond colocou a AMD em evidência também fora do ambiente assistencial.
Na Edição 65 da revista Healthcare Management, a trajetória da AMD foi apresentada em uma reportagem dedicada ao processo de acreditação, às mudanças organizacionais promovidas ao longo dessa jornada e aos desafios assumidos pela instituição para fortalecer qualidade, segurança e gestão em anestesiologia.
Naquele momento, a publicação apresentou a AMD como um grupo formado por mais de 70 anestesiologistas em São Paulo e destacou que a conquista do nível Diamond foi resultado de um processo intenso de adaptação e transformação interna.
Qmentum Diamond: uma conquista que exigiu transformação
Receber uma acreditação internacional não significa apenas cumprir uma lista de exigências.
No caso da AMD, o processo exigiu mudanças na forma como a organização compreendia e conduzia temas como:
- qualidade assistencial;
- segurança do paciente;
- governança;
- processos internos;
- gestão de riscos;
- transparência;
- participação dos médicos;
- melhoria contínua.
Na reportagem, João Soares, então diretor-presidente da AMD, explicou que a instituição precisou rever práticas estabelecidas ao longo de décadas e fortalecer uma nova cultura organizacional.
Essa transformação não aconteceu de maneira imediata.
Segundo o relato publicado, houve necessidade de mobilização dos sócios, revisão de processos e mudança de mentalidade para que qualidade e segurança deixassem de ser apenas objetivos institucionais e passassem a fazer parte da rotina.
Qualidade para pacientes, cirurgiões e instituições
A matéria também destacou a preocupação da AMD em oferecer uma experiência baseada em qualidade, segurança e alta performance assistencial.
Na época, João Soares mencionou três públicos diretamente relacionados à atuação da AMD: pacientes, cirurgiões e hospitais ou clínicas.
Essa visão ajuda a compreender por que uma acreditação como o Qmentum tem relevância para além do próprio grupo médico.
Uma estrutura anestesiológica organizada impacta diferentes pontos da jornada cirúrgica.
Para o paciente, significa participar de uma assistência estruturada em torno de processos e segurança.
Para o cirurgião, significa atuar ao lado de uma equipe de anestesiologia organizada e integrada ao procedimento.
Para hospitais e clínicas, significa contar com um serviço que incorpora padrões de qualidade, governança e acompanhamento de processos.
A acreditação não terminou com a entrega do selo
Um dos pontos mais importantes abordados pela reportagem foi justamente a ideia de continuidade.
Depois da conquista, a AMD manteve ações relacionadas a auditorias internas, políticas de controle de riscos e acompanhamento da qualidade.
Esse aspecto é fundamental para compreender o significado de uma acreditação internacional.
O selo representa um marco, mas qualidade precisa continuar sendo construída depois dele.
Processos precisam ser acompanhados.
Indicadores precisam ser analisados.
Falhas precisam ser identificadas.
Oportunidades de melhoria precisam ser incorporadas.
Por isso, a acreditação deve ser entendida como parte de um processo contínuo, e não como ponto final.
Tecnologia também fazia parte da transformação
A reportagem da Healthcare Management também registrou investimentos da AMD em tecnologia.
Naquele período, a instituição já contava com um aplicativo próprio que integrava áreas operacionais e financeiras. João Soares destacou à revista o papel crescente da Tecnologia da Informação para melhorar produtividade, reduzir custos operacionais e apoiar o crescimento da organização.
Esse movimento ajuda a mostrar que a transformação vivida pela AMD não estava restrita à assistência médica.
Ela envolvia também:
- gestão;
- tecnologia;
- organização de processos;
- informação;
- planejamento institucional.
Essa combinação é especialmente relevante em anestesiologia, área que depende de integração constante entre corpo clínico, centro cirúrgico, hospitais, cirurgiões e estruturas administrativas.
Gestão também é parte da qualidade em anestesiologia
A matéria publicada na edição 65 demonstra um ponto que, muitas vezes, passa despercebido quando se pensa em anestesiologia.
Excelência assistencial não depende apenas da competência individual de cada médico.
Ela também depende da forma como a operação é estruturada.
Isso envolve questões como:
- organização das equipes;
- padronização de processos;
- protocolos assistenciais;
- comunicação;
- gestão de riscos;
- auditoria;
- acompanhamento de indicadores;
- governança.
Quando esses elementos trabalham de maneira integrada, a qualidade deixa de depender exclusivamente de ações isoladas e passa a fazer parte da estrutura institucional.
Uma mudança de cultura construída coletivamente

Outro aspecto enfatizado na reportagem foi o envolvimento dos sócios da AMD no processo de acreditação.
Mudar uma cultura consolidada ao longo de décadas exigiu participação coletiva.
A própria reportagem relata que houve momentos em que resultados não eram os esperados e foi necessário recomeçar, rever estratégias e aumentar o engajamento das equipes.
Essa dimensão é importante porque mudanças institucionais profundas raramente acontecem apenas por decisão administrativa.
Elas precisam ser incorporadas por quem vive a operação diariamente.
No caso de uma sociedade de anestesiologistas, isso significa transformar protocolos e objetivos institucionais em práticas reais dentro do ambiente assistencial.
Segurança do paciente como cultura
O processo Qmentum também ajudou a reforçar uma cultura baseada em segurança.
Em anestesiologia, segurança envolve atenção contínua a diferentes aspectos da jornada cirúrgica.
Antes do procedimento, há avaliação e planejamento.
Durante a cirurgia, monitorização e tomada de decisão.
Depois, recuperação e acompanhamento.
Ter processos estruturados ao redor dessas etapas contribui para reduzir variabilidade e aumentar a consistência da assistência.
É nesse contexto que qualidade e segurança deixam de ser conceitos abstratos e passam a orientar a rotina.
O futuro já fazia parte da discussão
Mesmo após conquistar o nível Diamond, a AMD afirmou à Healthcare Management que o trabalho não estava concluído.
Entre os planos apresentados para aquele período estavam melhorias em processos de seleção, treinamento e desenvolvimento de pessoas, aperfeiçoamento do chamado hospital virtual, evolução da educação médica continuada e aprimoramento das práticas de qualidade e gestão corporativa.
A ambição naquele momento era clara: transformar o reconhecimento conquistado em base para uma nova etapa de desenvolvimento institucional.
Um registro importante da trajetória da AMD
A presença da AMD na Healthcare Management – Edição 65 representou mais do que uma exposição na mídia.
A reportagem documentou um momento importante da história da instituição: a passagem de uma estrutura tradicional de anestesiologia para uma organização que começava a incorporar de maneira cada vez mais estruturada conceitos de governança, qualidade, tecnologia e segurança.
O Qmentum Diamond foi o reconhecimento visível dessa transformação.
Mas a própria reportagem deixa claro que o principal resultado estava nos processos construídos ao longo do caminho.
É por isso que esse conteúdo permanece relevante na história da AMD.
Ele registra um momento em que a organização não apenas recebeu uma acreditação internacional, mas passou a comunicar publicamente uma visão mais ampla de anestesiologia: assistência médica sustentada por gestão, processos, tecnologia, qualidade e segurança do paciente.